Quando o site atrapalha a venda
O problema quase nunca é o visual. É o cliente que abre o site no celular, espera a página carregar, não entende o que a empresa faz e volta para o Google. É o formulário de contato que manda a mensagem para um e-mail criado anos atrás, que ninguém abre todo dia. É o vendedor que desiste do site e manda um PDF pelo WhatsApp, porque o PDF pelo menos explica o serviço.
Por trás disso costuma haver um site montado por alguém que já saiu, num painel cuja senha ninguém tem, com plugins desatualizados e imagens de vários megabytes. Qualquer mudança vira um pequeno projeto. A campanha nova espera a landing page (a página única feita para uma oferta e uma ação), e o anúncio começa rodando para a página inicial, onde a oferta nem aparece.
Como construímos o site
Todo projeto de criação de sites começa pelo que o visitante precisa encontrar e pelo que conta como contato para a sua empresa: pedido de orçamento, conversa no WhatsApp, agendamento. Com isso definido, montamos o mapa de páginas e escrevemos o texto antes de desenhar a tela. Layout feito antes do texto costuma esconder justamente a informação que vende. Os critérios que usamos para decidir o que entra em cada página estão no guia sobre o que não pode faltar num site institucional que gera contato.
Na parte técnica, o site sai com HTML completo, que o buscador lê sem precisar executar JavaScript, com título e descrição próprios em cada página, sitemap e imagens no tamanho em que aparecem na tela. O peso de cada página é medido no celular, pelas métricas de experiência que o Google acompanha, explicadas em como a velocidade do site afeta SEO e vendas. Um formulário que pede nome e telefone já é tratamento de dado pessoal, então o aviso de privacidade e, quando houver medição de acesso, o pedido de consentimento de cookies entram no projeto desde o começo, e não no fim dele. O que a lei exige de um site está resumido em LGPD em sites e sistemas.
A publicação segue o mesmo método de todo o nosso trabalho. O site novo nasce num endereço separado, fora do índice do Google, enquanto o atual continua no ar sem ser tocado. Ali ele é testado com o conteúdo real e com o formulário enviando para a caixa que vai receber os contatos de verdade, em celular de verdade. Se o site antigo tem páginas que recebem visita pela busca, cada endereço antigo ganha um redirecionamento permanente para o novo, para não perder o que acumulou. A virada é uma troca no apontamento do domínio, e o site anterior fica guardado: se algo não se comportar como no teste, voltar é desfazer essa troca.
Landing pages para campanha
A landing page segue outra lógica. Ela tem uma oferta, uma ação e nenhum menu que leve o visitante para longe. Como é montada com os mesmos blocos do site, a página de uma campanha nova não começa do zero: o que muda é o texto, a imagem e o destino do contato. A medição de acesso só é ligada depois que o visitante aceita, e cada contato chega marcado com a página de origem, para você saber qual campanha trouxe qual pedido.
O que muda depois que o site novo entra no ar
O contato passa a chegar num lugar só, para quem vai responder. A equipe comercial para de explicar por mensagem o que o site deveria explicar sozinho. Uma página nova vira ajuste de conteúdo, não reforma. E o site fica registrado em contas que a empresa controla: domínio, hospedagem e Search Console (a ferramenta do Google que mostra como o site aparece na busca). Quando essa base está bagunçada, o trabalho começa pela infraestrutura digital, antes da primeira página. Depois do lançamento, o site pode entrar no monitoramento de disponibilidade, que avisa quando ele sai do ar antes que um cliente precise avisar.
O que você precisa ter ou decidir antes de começar
- Quem é o titular do domínio e quem tem acesso ao lugar onde ele está registrado.
- Qual é a ação principal do site. Dá para ter mais de uma, mas uma delas precisa vir primeiro.
- Quem responde o contato e em quanto tempo. Formulário que ninguém atende piora a imagem que o site antigo já passava.
- Fotos reais da empresa, da equipe ou do produto. Banco de imagem genérico deixa o site parecido com o do concorrente.
- Logo em arquivo aberto e manual de marca, se existirem. Se não existirem, cores e fontes são definidas dentro do projeto.
- Acesso ao Search Console e à ferramenta de análise do site atual, se houver, para saber quais páginas já trazem visita e não podem sumir.