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Backup empresarial: a regra 3-2-1 e como testar a restauração
A regra 3-2-1 na prática de uma PME: o que entra no backup, frequência e retenção, a cópia que o ransomware não alcança e como provar que a restauração funciona.
Rotinas de backup que rodam sozinhas, uma cópia isolada contra ransomware e plano de recuperação testado. A empresa passa a saber quanto pode perder e quanto tempo leva para voltar.
Para quem é
Entregáveis
Inventário dos dados que a empresa não pode perder: banco do sistema de gestão, arquivos do servidor, e-mail, site, planilhas na nuvem e configurações.
Cópias agendadas com a frequência definida pelo quanto de trabalho a empresa aceita perder, com aviso a um responsável quando uma cópia falha.
Pelo menos uma cópia fora da empresa, com credencial separada e sem permissão para ser apagada ou sobrescrita a partir do servidor de origem.
Restauração feita de verdade em ambiente separado da produção, cronometrada, com relatório do que voltou e do que faltou.
Documento curto com a ordem de retomada: o que volta primeiro, quem executa, onde ficam as credenciais e quanto tempo cada etapa levou no teste.
Nova restauração em intervalo combinado e revisão da rotina sempre que entra um sistema novo ou o volume de dados muda.
Backup empresarial é a cópia dos dados que a empresa não pode perder, guardada de um jeito que permita trazer tudo de volta num prazo conhecido. A parte que costuma faltar é a segunda metade da frase. Quase toda empresa acredita ter backup. Poucas já restauraram um para ver se funciona.
Continuidade é o passo seguinte: saber, antes do problema, o que volta primeiro, quem faz e quanto tempo leva.
Os casos se repetem. O HD externo fica plugado no servidor o tempo todo e, num ataque de ransomware (o programa que criptografa os arquivos e cobra resgate para liberá-los), é criptografado junto com o resto. A rotina agendada parou meses atrás, depois de uma troca de senha, e o aviso de falha ia para um e-mail que ninguém lê. A cópia roda todo dia, mas de uma pasta que deixou de ser usada. O banco de dados do sistema de gestão é copiado como arquivo comum, com o sistema aberto, e a cópia pode sair inconsistente justamente quando mais se precisa dela.
Há ainda a confusão entre sincronizar e fazer backup. Pasta sincronizada com a nuvem é ótima para trabalhar de qualquer lugar, mas replica do outro lado o que acontece aqui: o arquivo apagado some nos dois, e o arquivo criptografado sobe criptografado. Em todos esses casos, a empresa descobre que o backup não existia no pior dia possível.
Antes de escolher ferramenta, respondemos duas perguntas para cada sistema. A primeira é quanto trabalho a empresa aceita perder, contado desde a última cópia. A segunda é quanto tempo ela aguenta parada até o sistema voltar. Na linguagem técnica, essas respostas se chamam RPO (objetivo de ponto de recuperação) e RTO (objetivo de tempo de recuperação). O pedido de venda que entra o dia inteiro não admite a mesma resposta que a pasta de contratos antigos, e é essa diferença que define a frequência das cópias e onde elas ficam.
A estrutura segue a regra 3-2-1: três cópias dos dados (o original e dois backups), em dois tipos de mídia diferentes, com uma delas fora da empresa. O post sobre a regra 3-2-1 e o teste de restauração detalha cada parte. Por causa do ransomware, acrescentamos uma exigência: uma das cópias fica fora do alcance de quem invadir a rede, com credencial própria e sem permissão para ser apagada ou sobrescrita a partir do servidor de origem. Quem entra no servidor não pode conseguir destruir o backup com a mesma senha.
O que fecha a conta é o teste. A restauração é feita de verdade, num ambiente isolado que não encosta na produção, com a cópia real do banco e o volume real de arquivos, e não com uma pasta de exemplo. Cronometramos cada etapa e registramos o que voltou e o que faltou. Qualquer ajuste na rotina sobe com o caminho de volta documentado, para que uma mudança no backup não deixe a empresa descoberta enquanto é corrigida.
A empresa passa a trabalhar com números medidos, e não com palpite: a última cópia boa é de tal horário, e restaurar o sistema de gestão levou tantas horas no teste. Quando uma cópia falha, uma pessoa com nome recebe o aviso e sabe o que conferir.
Diante de um ransomware, a conversa deixa de ser se vale pagar o resgate. A cartilha do CERT.br sobre ransomware lembra que o pagamento não garante a volta do acesso aos dados e que, com o equipamento infectado, são os backups atualizados que permitem recuperá-los. Com uma cópia isolada e testada, a decisão é restaurar.
O backup não evita o incidente e não recupera o que foi feito entre a última cópia e a falha. Por isso ele trabalha junto com a segurança digital, que reduz a chance de alguém entrar, e com o monitoramento de sites e sistemas, que avisa quando uma rotina agendada deixa de rodar.
As respostas sobre perda e parada aceitáveis são decisão do negócio, não da TI. Quem sabe quanto custa um dia sem emitir nota fiscal é o dono ou o financeiro, e é essa resposta que justifica pagar por cópias mais frequentes ou por um destino de restauração mais rápido. Também é preciso liberar acesso aos servidores e às contas administrativas, apontar quem recebe os avisos de falha e aceitar um custo recorrente de armazenamento fora da empresa.
Backup também guarda dado pessoal de cliente e de funcionário. Onde a cópia fica e por quanto tempo ela é mantida entram na conta da LGPD em sites e sistemas, e a retenção precisa ser combinada antes, não descoberta depois. Para ver onde o backup se encaixa no restante das medidas básicas, o checklist de segurança da informação para pequenas empresas é um bom ponto de partida.
Dúvidas
Para se aprofundar

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A regra 3-2-1 na prática de uma PME: o que entra no backup, frequência e retenção, a cópia que o ransomware não alcança e como provar que a restauração funciona.
Também em proteger
Próximo passo
Conte em poucas linhas o que precisa de backup e continuidade. A primeira conversa serve para entender o cenário e dizer o que faz sentido, sem compromisso.