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Quanto custa um site para empresa: o que entra no preço

Tipos de site, o que forma o preço, custos recorrentes, construtor x WordPress x sob medida e as armadilhas que encarecem depois: o guia para pedir e comparar orçamentos de site.

Por Equipe Locomotiva Tech ·

Caderno com o rascunho de uma página aberta sobre a mesa, diante de um monitor com o layout em construção.
Foto: Jakub Zerdzicki / Pexels

Em resumo

  • O preço de um site é a soma das horas de trabalho, e o que mais move essas horas é o escopo: quantos modelos de página, quem escreve o texto e produz as fotos, quais integrações entram e se há um site antigo para migrar.
  • Além do projeto, todo site tem custos recorrentes: renovação do domínio, hospedagem, e-mail corporativo, licenças e manutenção com atualizações, backup e pequenas alterações.
  • Construtor de site, WordPress e site sob medida resolvem problemas diferentes; a escolha depende de quem vai editar o conteúdo, com que frequência e de quais integrações o site precisa.
  • Duas propostas só se comparam pelo escopo escrito e por em nome de quem ficam domínio, hospedagem e acessos, nunca só pelo valor no fim da página.

Quanto custa um site para empresa depende de cinco decisões, muito mais do que do visual: quantos tipos de página o site terá, quem escreve o texto e produz as fotos, se o design é próprio ou parte de um modelo pronto, quais integrações entram e se existe um site antigo para migrar sem perder posições no Google. Cada uma delas soma horas de trabalho, e é isso que o orçamento cobra.

Este guia é para quem já decidiu ter um site novo e está pedindo orçamentos. Ele não traz tabela de preços, porque valor sem escopo não se compara: duas propostas com o mesmo número podem entregar coisas muito diferentes.

O que ele traz é o que forma o preço, os custos que voltam todo ano, as diferenças entre as três rotas mais comuns de construção e uma lista de perguntas para comparar propostas lado a lado.

Quanto custa um site: primeiro, o tipo

O primeiro corte é o tipo de site. Ele define quantos modelos de página serão desenhados, o volume de texto e as integrações que vêm junto.

Tipo Para que serve Estrutura típica O que mais pesa no esforço
Landing page Uma campanha, uma oferta, uma ação Uma página longa, sem menu Texto que convence sozinho, velocidade no celular, formulário ligado a quem atende, medição da campanha
Site institucional Apresentar a empresa e os serviços, ser achado na busca Home, uma página por serviço, sobre, contato, privacidade Texto de cada serviço, fotos reais, SEO técnico, migração do site antigo
Site com blog Atrair visitas respondendo às dúvidas dos clientes Institucional mais listagem, categorias e modelo de post Modelo de post, painel de publicação, rotina de quem escreve
Loja virtual Vender online, com pagamento no site Catálogo, página de produto, carrinho, checkout, conta do cliente Cadastro de produtos, frete, meio de pagamento, estoque, nota fiscal, política de troca

A landing page é o projeto mais enxuto em número de páginas, mas não em texto: uma página que precisa convencer sozinha pede mais cuidado de redação do que uma página "Sobre". O guia landing page: o que é, quando usar e o que não pode faltar mostra a estrutura que ela precisa ter.

A loja virtual muda de categoria. Além das páginas, ela envolve operação: quem cadastra produto, de onde vem o estoque, como o frete é calculado, quem emite a nota e quem responde a troca. Boa parte do esforço está em ligar o site aos sistemas que a empresa já usa, e isso costuma pedir um orçamento à parte.

O que forma o preço de um site

Número de páginas e de modelos de página

O que pesa não é só quantas páginas, e sim quantos modelos diferentes. Vinte páginas de serviço com a mesma estrutura (título, explicação, perguntas frequentes, contato) usam um modelo só: depois de pronto, cada página nova é texto. Dez páginas com desenhos diferentes entre si custam mais, porque cada uma é desenhada, programada e testada no celular separadamente.

Ao pedir orçamento, liste as páginas e marque quais seguem o mesmo formato. Só isso já reduz a margem de dúvida de quem vai orçar.

Texto e fotos: quem produz

É o item mais subestimado. Site sem texto definido não sai do lugar, e o atraso costuma estar aí, não na programação. Existem dois caminhos:

  • a empresa entrega o texto pronto: o orçamento fica menor, mas o prazo passa a depender de alguém da casa escrever, e o texto ainda precisa de revisão para leitura na tela e para a busca;
  • o fornecedor escreve: entram entrevistas com quem vende e atende, pesquisa das buscas do setor e rodadas de aprovação, e tudo isso é hora de trabalho.

Com fotos é igual. Banco de imagem resolve rápido, mas deixa o site parecido com o do concorrente. Uma sessão de fotos da equipe, do espaço e do trabalho custa mais e prova mais. Foto copiada de outro site ou da busca de imagens não é opção: ela tem dono, e o uso sem licença pode render cobrança.

Design próprio ou modelo pronto

Um modelo pronto (tema ou template) adianta o trabalho: estrutura, componentes e versão para celular já existem. Em troca, o site fica parecido com outros que usam o mesmo modelo, e muitos modelos carregam efeitos e scripts que o site não usa e que pesam no celular.

Design próprio parte do conteúdo da empresa, define cores, tipografia e componentes, e soma horas de desenho e de revisão. O número de rodadas de ajuste incluídas é um dos itens que mais mudam o valor final, e precisa estar escrito na proposta.

Integrações: WhatsApp, formulário e CRM

Algumas integrações são simples. Um botão de WhatsApp com mensagem pronta é um link. Um formulário que manda e-mail é configuração de poucas horas, mais o teste de entrega.

Outras exigem programação: o formulário que cria o contato direto no CRM (o sistema onde a equipe comercial acompanha as negociações) com a página de origem, a agenda online ligada ao calendário da equipe, o catálogo que lê preço e estoque do ERP. Cada integração é um ponto que pode quebrar quando o outro sistema muda, e por isso pede teste com dado real e alguém responsável por acompanhar depois.

SEO técnico

SEO técnico é a parte da otimização para buscadores que fica no código: título e descrição próprios em cada página, endereços legíveis, um único título principal por página, sitemap, dados estruturados, HTML que o Google lê sem executar script e páginas leves no celular. Isso deveria vir no projeto, não como pacote opcional. Se a proposta trata "SEO" como item à parte, pergunte o que exatamente fica de fora, porque um site sem essa base nasce com dificuldade de ser achado.

LGPD e cookies

Todo site com formulário, botão de WhatsApp ou ferramenta de medição trata dado pessoal. Isso pede política de privacidade escrita para o site real, banner de cookies com opção de recusar e ferramentas de medição que só carregam depois do aceite. É trabalho de texto e de programação, e entra no escopo. O texto sobre LGPD em sites e sistemas detalha o que precisa estar pronto antes de publicar.

Migração do site antigo sem perder posições no Google

Quando já existe um site, as páginas que recebem visitas pela busca têm endereços que o Google conhece. Se o site novo muda esses endereços sem aviso, quem chega pela busca cai numa página de erro. A migração bem feita tem três partes: o inventário dos endereços antigos que recebem visitas ou links, o mapa de cada um para o endereço novo e o redirecionamento permanente aplicado no servidor.

A documentação do Google sobre mudança de site com alteração de URL recomenda redirecionamentos permanentes (os códigos 301 ou 308), mantidos em geral por pelo menos um ano, e avisa que a visibilidade na busca pode oscilar durante a mudança antes de se estabilizar. Site com muitas páginas indexadas pede mais horas nessa etapa, e ela não pode ficar de fora do orçamento.

Custos recorrentes: o que se paga depois que o site está no ar

O orçamento do projeto paga a construção. Depois disso, alguns custos voltam todo mês ou todo ano:

  • Domínio: o .com.br tem renovação periódica no Registro.br. Se a renovação falha, site e e-mail param juntos.
  • Hospedagem: o servidor ou a plataforma onde o site roda. O custo muda com o tipo (compartilhada, servidor próprio, plataforma gerenciada) e com o volume de acesso.
  • E-mail corporativo: normalmente cobrado por caixa de usuário, e pode ficar num fornecedor diferente do site.
  • Certificado HTTPS: muitas hospedagens já incluem; vale confirmar quem cuida da renovação.
  • Licenças: tema pago, plugin com assinatura anual, plano do construtor de site, ferramenta de formulário.
  • Manutenção: atualizações de plataforma e plugins, backup testado, acompanhamento de disponibilidade e pequenas alterações de texto e imagem.

A manutenção é onde as propostas mais divergem. Uma chama de "manutenção mensal" o que é só a hospedagem; outra inclui atualizações, backup e algumas horas de alteração. Peça a lista do que entra e do que é cobrado à parte. O texto sobre domínio, DNS, e-mail e hospedagem mostra como manter cada um desses itens em contas da própria empresa.

Construtor de site, WordPress ou site sob medida

As três rotas resolvem problemas diferentes, e cada uma tem um custo que aparece num momento diferente.

Construtor de site (Wix e similares) WordPress Site desenvolvido sob medida
Como funciona Editor visual com hospedagem incluída no plano da plataforma Software livre instalado numa hospedagem, com tema e plugins Código escrito para o projeto, hospedado onde a empresa escolher
Prós Começa rápido, a própria empresa edita, não há servidor para manter Painel conhecido por muitos profissionais, grande oferta de temas e plugins, liberdade para trocar de hospedagem Carrega só o que o site usa, controle total de desempenho, integrações e SEO técnico
Contras Mensalidade enquanto o site existir; sair da plataforma costuma significar refazer o visual; personalização limitada ao que a ferramenta oferece Núcleo, tema e plugins pedem atualização frequente; plugin abandonado vira risco de segurança; plugins demais pesam no celular Investimento inicial maior; editar conteúdo depende de um painel previsto no projeto ou de quem conhece o código; exige documentação para trocar de fornecedor
Combina com Empresa que vai editar sozinha e precisa de poucas integrações Site com blog ativo e equipe que já conhece o painel Site com integrações, exigência alta de velocidade ou de busca, ou que faz parte de um sistema

A pergunta que decide é quem vai mexer no site depois, com que frequência e com quais sistemas ele precisa conversar. Um site de cinco páginas que muda duas vezes por ano não pede a mesma ferramenta que um blog com publicação semanal ou uma página que entrega contatos direto no CRM.

Armadilhas que saem caro depois

  • Site barato que ninguém acha. Uma página única com todos os serviços em lista, texto dentro de imagem, nenhum título próprio por página. Ele existe, mas não aparece para quem busca o serviço. O guia de site institucional que gera contato mostra a estrutura mínima que evita isso.
  • Domínio em nome do fornecedor. É comum o domínio ser registrado no CNPJ da agência "para facilitar". Quando a relação termina, a empresa depende da boa vontade de quem é o titular para levar o próprio endereço.
  • Hospedagem presa. O site fica no servidor do fornecedor, sem acesso da empresa e sem cópia dos arquivos. Trocar de fornecedor vira refazer do zero.
  • Mensalidade sem contrato. Um valor mensal sem a lista do que cobre, sem regra de reajuste, sem prazo de resposta e sem cláusula de saída. No primeiro problema, ninguém sabe se está incluído.
  • Imagem e texto de origem duvidosa. Foto tirada de outro site ou texto copiado de concorrente expõem a empresa a cobrança de direito autoral, e texto duplicado não ajuda ninguém a ser achado.

Como comparar propostas de site

Coloque as propostas lado a lado e responda, para cada uma:

  1. Quantas páginas e quantos modelos de página estão incluídos.
  2. Quem escreve o texto, quem fornece as fotos e quantas rodadas de revisão estão previstas.
  3. Quais integrações entram, e para onde vai cada contato (e-mail, WhatsApp, CRM).
  4. Se o SEO técnico está incluído e se há mapa de redirecionamento do site antigo.
  5. Se política de privacidade e banner de cookies fazem parte do escopo.
  6. Em nome de quem ficam domínio, hospedagem, e-mail, Search Console e ferramenta de medição.
  7. Quais são os custos recorrentes, item por item, e o que a manutenção cobre.
  8. O que é entregue se a relação terminar: arquivos, código, acessos e documentação.

Desconfie de proposta que promete primeira posição no Google. Na página sobre contratar um profissional de SEO, o próprio Google afirma que ninguém pode garantir a classificação em primeiro lugar. O que dá para exigir por escrito é a base técnica e o conteúdo bem feitos.

Considere também como o projeto vai andar. Reunião presencial ajuda quando há muita gente para aprovar ou quando é preciso fotografar o espaço; a distância, o projeto funciona bem com revisão num endereço de teste e aprovação por escrito. Para empresas da região, existe a opção de atendimento presencial em Taubaté e no Vale do Paraíba.

Próximo passo: montar o escopo antes de pedir orçamento

Um orçamento é tão preciso quanto o pedido. Antes de chamar fornecedores, reúna numa página:

  • a ação principal do site (pedido de orçamento, conversa no WhatsApp, agendamento, compra);
  • a lista de páginas, marcando as que seguem o mesmo formato;
  • quem escreve o texto e de onde vêm as fotos;
  • as integrações necessárias e quem recebe cada contato;
  • os endereços do site atual que recebem visitas, tirados do Search Console, se ele existir;
  • quem é o titular do domínio hoje.

Com isso em mãos, as propostas passam a responder à mesma pergunta e ficam comparáveis. É também por esse documento que começa um projeto de criação de sites na Locomotiva Tech: o escopo é fechado primeiro, e valor e prazo saem dele, por escrito.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Por que os orçamentos de site variam tanto de uma empresa para outra?
Porque quase nunca descrevem o mesmo trabalho. Uma proposta pode incluir texto, fotos, migração e política de privacidade, e outra entregar só o layout para a empresa preencher. Antes de comparar valores, coloque os escopos lado a lado e veja o que cada um deixa de fora.
O site fica sendo da empresa depois de pago?
Deveria, e isso precisa estar no contrato. Domínio no CNPJ da empresa, hospedagem numa conta dela ou com acesso administrativo garantido e entrega de arquivos e código ao fim da relação são o que permite trocar de fornecedor sem refazer tudo. Em construtor de site, o conteúdo é da empresa, mas o site só funciona dentro da plataforma.
Dá para reaproveitar o site antigo para baratear o novo?
Em parte. Texto que ainda está correto, fotos reais com direito de uso e a lista de endereços que já recebem visitas do Google são reaproveitáveis e economizam horas. Código e tema antigos raramente compensam: costumam trazer peso e plugins desatualizados que o projeto novo quer deixar para trás.
Manutenção de site é obrigatória?
Não existe obrigação, mas site sem manutenção envelhece: plataforma e plugins sem atualização viram risco de segurança, domínio e certificado podem vencer sem ninguém notar e o formulário pode parar de entregar mensagens. Se a empresa não contrata manutenção, alguém da casa precisa assumir essas tarefas, com acesso e rotina definidos.

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